Sejam bem-vindos!

Este blog tem como principal objetivo informar-lhes sobre as causas das doenças que muitas mulheres tem hoje em dia, porém não sabem quais são os cuidados que devem ser tomados e nem como preveni-los.
Aqui, você ficará mais ciente sobre o assunto.

Grata!

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Sistema Genital Feminino



O sistema reprodutor e genital engloba os órgãos que produzem, transportam e armazenam as células germinativas, que são as responsáveis por dar origem aos gametas.

Estruturas
Ovários, tubas uterinas, útero, vagina, hímen, grandes lábios, 
pequenos lábios e clitóris são as estruturas encontradas no 
sistema de reprodução feminino. Os órgãos externos deste 
sistema protegem os órgãos genitais internos contra micro-
organismos infecciosos.


Importante

É fundamental que a mulher faça exames periódicos para 

avaliar o seu estado de saúde e prevenir as doenças do 

sistema reprodutor e procurar aconselhamento sempre que 

se sinta desconfortável na sua vida sexual e reprodutiva.


Cancro do Colo do Útero


Cancro do Colo do Útero

Existem mais de 80 tipos de HPV: alguns afectam a pele e causam verrugas, outros afetam o aparelho genital e causam condilomas ou verrugas genitais.
Estima-se que 80% das mulheres e dos homens tenham contastado com o vírus em alguma fase da sua vida. Na maior parte das vezes a infecção é assintomática, o que significa que as pessoas desconhecem que a têm.
Nos casos em que isso não acontece, esta situação pode levar ao aparecimento do Cancro do Colo do Útero.


Agente

O Cancro do Colo do Útero tem a sua origem num dos vários tipos de Vírus do Papiloma Humano (HPV). 


Transmissão

O seu contágio ocorre na maior parte das vezes por via sexual.


Fatores de risco

O risco aumenta com o início precoce das relações sexuais e com o número de parceiros sexuais que uma pessoa tem ao longo da vida. As defesas imunológicas têm um papel fundamental ao proteger o desenvolvimento da infecção. Normalmente, a maioria das mulheres é capaz de combater a infecção.


Diagnóstico

A infecção por HPV pode ser diagnosticada de várias maneiras. A citologia do colo do útero, vulgaremente conhecida por Exame de Papanicolau, pode detectar as alterações celulares causadas pelo vírus. Estas alterações podem também ser detectadas através de um exame chamado Colposcopia que consiste na observação do colo do útero com um microscópio ou, no caso dos homens, através da observação do pénis com uma lupa - a Peniscopia.


Métodos de tratamento

Como ter a infecção não significa ter a doença, a infecção por si só não necessita de tratamento. No entanto, algumas manifestações da infecção como os condilomas da vulva, nas mulheres, ou do pénis, nos homens.
Se as alterações nas células ou nos tecidos são ligeiras, muitas vezes, não é necessário tratar, bastando uma vigilância adequada pelo seu médico. Já nos casos em que se verifiquem anomalias severas, o/a médico/a irá aconselhar o tratamento adequado.


Existe uma vacina contra o HPV ?

A vacina contra o Vírus do Papiloma Humano está já disponível. Em Portugal, são comercializadas duas marcas cuja compra é comparticipada pela mulher.
A vacinação é gratuita até aos 13 anos.



Cancro Duro (Sifilis)


Conceito
Doença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso). De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em Primária, Secundária, Latente e Terciária ou Tardia. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita. 

O importante a ser considerado é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo da pessoa. 

Sífilis Primária: trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, vagina, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes. Entre a segunda e quarta semanas do aparecimento do cancro, as reações sorológicas (exames realizados no sangue) para sífilis tornam-se positivas. 

Sífilis Secundária: é caracterizada pela disseminação dos treponemas pelo organismo e ocorre de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. As manifestações nesta fase são essencialmente dermatológicas e as reações sorológicas continuam positivas. 

Sífilis Latente: nesta fase não existem manifestações visíveis mas as reações sorológicas continuam positivas. 

Sífilis Adquirida Tardia: a sífilis é considerada tardia após o primeiro ano de evolução em pacientes não tratados ou inadequadamente tratados. Apresentam-se após um período variável de latência sob a forma cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa etc. As reações sorológicas continuam positivas também nesta fase. 

Sífilis Congênita: é devida a infecção do feto pelo Treponema por via transplacentária, a partir do quarto mes da gestação. As manifestações da doença, na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros dias de vida e podem assumir formas graves, inclusive podendo levar ao óbito da criança. 


Agente
Treponema pallidum 

Complicações/Consequências
Aborto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sífilis Cardiovascular. 

Transmissão
Relação sexual (vaginal anal e oral), transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação). Eventualmente através de fômites.

Período de Incubação
1 semana à 3 meses. Em geral de 1 a 3 semanas. 

Diagnóstico 
Pesquisa direta do agente nas lesões. Exames sorológicos (VDRL, FTA-ABS etc) 

Tratamento
Medicamentoso. Com cura completa, se tratada precoce e adequadamente. 

Prevenção
Camisinha pode proteger da contaminação genital se a lesão estiver na área recoberta. Evitar contato sexual se detectar lesão genital no(a) parceiro(a).




Cancro do Endométrio ou do Útero

Conceito

O endométrio é a mucosa que reveste o interior da cavidade uterina. Durante a vida da mulher, o endométrio sofre uma série de alterações. A formação de células malignas cancerígenas nos tecidos do endométrio provoca o cancro desta mucosa.


Fatores de risco
  • idade
  • menstruar muito cedo
  • entrar na menopausa muito tarde ou não ter filhos
  • consumo excessivo de gordura e estilo de vida
  • predisposição genética
  • uso de hormonas como o estrogéneo


Sintomas
  • hemorragia fora do período normal
  • dificuldade ou dor em urinar
  • dor durante a relação sexual
  • dor na zona pélvica


Formas de tratamento

O tratamento disponível aplicável depende do estádio em que o cancro se encontra, mas pode incluir a cirurgia e a radioterapia.

Cancro Mole



Conceito

Ulceração (ferida) dolorosa, com a base mole, hiperemiada (avermelhada), com fundo purulento e de forma
irregular que compromete principalmente a genitália externa mas pode comprometer também o ânus e mais
raramente os lábios, a boca, língua e garganta. Estas feridas são muito contagiosas, auto-inoculáveis e
portanto, frequentemente múltiplas. Em alguns pacientes, geralmente do sexo masculino, pode ocorrer
infartamento ganglionar na região inguino-crural (inchação na virilha). Não é rara a associação do cancro
mole e o cancro duro (sífilis primária).

Agente
Haemophilus ducreyi


Complicações/Consequências
Não tem. Tratado adequadamente, tem cura completa.


Transmissão
Relação sexual


Período de Incubação
2 à 5 dias


Diagnóstico
Pesquisa do agente em material colhido das lesões.


Tratamento

Antibiótico. 


Prevenção
Camisinha. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual. Escolha do(a) parceiro(a).


Candidíase



Conceito
A candidíase, especialmente a candidíase vaginal, é uma das causas mais frequentes de infecção genital. Caracteriza-se por prurido (coceira), ardor, dispareunia (dor na relação sexual) e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos brancacentos, semelhante à nata do leite. Com frequência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas (inchadas) e hiperemiadas (avermelhadas). As lesões podem estender-se pelo períneo, região perianal e inguinal (virilha). No homem apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio (balanopostite) e eventualmente por um leve edema e pela presença de pequenas lesões puntiformes (em forma de pontos), avermelhadas e pruriginosas. Na maioria das vezes não é uma doença de transmissão sexual. Em geral está relacionada com a diminuição da resistência do organismo da pessoa acometida. Existem fatores que predispõe ao aparecimento da infecção : diabetes melitus, gravidez, uso de contraceptivos (anticoncepcionais) orais, uso de antibióticos e medicamentos imunosupressivos (que diminuem as defesas imunitárias do organismo), obesidade, uso de roupas justas etc. 

Sinônimos
Monilíase, Micose por cândida, Sapinho

Agente
Candida albicans e outros.

Complicações/Consequências
São raras. Pode ocorrer disseminação sistêmica (especialmente em imunodeprimidos).

Transmissão
Ocorre transmissão pelo contato com secreções provenientes da boca, pele, vagina e dejetos de doentes ou portadores. A transmissão da mãe para o recém-nascido (transmissão vertical) pode ocorrer durante o parto.
A infecção, em geral, é primária na mulher, isto é, desenvolve-se em razão de fatores locais ou gerais que diminuem sua resistência imunológica.

Período de Incubação
Muito variável.

Diagnóstico
Pesquisa do agente no material vaginal. O resuldado deve ser correlacionado com a clínica.

Tratamento
Medicamentos locais e/ou sistêmicos.

Prevenção
Higienização adequada. Evitar vestimentas muito justas. Investigar e tratar doença(s) predisponente(s). Camisinha. 


Císto no Ovário




Conceito
Um cisto no ovário é qualquer acúmulo de fluidos envolvidos por uma parede fina dentro de um ovário. Qualquer folículo ovariano que seja maior que em torno de 2 centímetros é considerado cisto. Um cisto no ovário pode ser pequeno como uma ervilha ou tão grande quanto uma laranja. A maioria dos cistos no ovário são funcionais em natureza e não causam prejuízos. Nos Estados Unidos os cistos nos ovários são encontrados em praticamente todas as mulheres antes da menopausa e em até 14,8% pós-menopausa. A incidência de carcinoma ovariano (câncer no ovário) é de aproximadamente 15 casos para cada 100 mil mulheres por ano. Os cistos no ovário afetam mulheres de todas as idades. Porém, eles ocorrem mais comumente em mulheres em idade reprodutiva. Alguns cistos no ovário causam problemas, como sangramento e dor, e pode ser necessária cirurgia para removê-los.

Tipos
- Cisto Funcionais: São os mais comuns. Formam-se durante o processo de ovulação, período no qual a mulher produz pequenos nódulos que devem ser expelidos na menstruação
- Cisto Folicular: É o tipo mais comum. Ele pode se formar quando a ovulação não ocorre e um folículo não rompe ou não libera o seu ovo, mas ao invés disso cresce até tornar-se um cisto. O cisto folicular geralmente se forma durante a ovulação e pode crescer até o diâmetro de 5,8 centímetros. Ele tem uma parede fina enchida de fluido claro. A ruptura do cisto folicular pode ocasionar dor forte no lado do ovário no qual o cisto apareceu. Essa dor ocorre no meio do ciclo menstrual, durante a ovulação. Em torno de 1/4 das mulheres com esse tipo de cisto experimenta dor. Geralmente o cisto folicular não produz sintomas e desaparece por si mesmo em alguns meses. Ultra-som é o principal instrumento usado para documentar o cisto folicular. Exame de pélvis também ajuda no diagnóstico se o cisto for grande o suficiente.
- Cisto de Corpo Lúteo: É um tipo funcional que pode romper na época da menstruação e leva até três meses para desaparecer inteiramente. Depois que o folículo libera o ovo ele torna-se uma glândula pequena temporária secretória conhecida como corpo lúteo. O folículo rompido começa a produzir grandes quantidades de estrogênio e progesterona em preparação para a concepção. Se a gravidez não ocorrer, o corpo lúteo geralmente desaparece. Porém, o corpo lúteo pode encher-se de fluido ou sangue e se expandir tornando-se um cisto e ficar no ovário. Geralmente o cisto de corpo lúteo não produz sintomas. Porém, ele pode crescer até 10 centímetros de diâmetro e sangrar ou torcer o ovário, causando dor pélvica ou abdominal. Se ele for enchido de sangue pode romper e causar sangramento interno e dor súbita. O cisto de corpo lúteo não ameaça a gravidez. Mulheres usando pílula anticoncepcional geralmente não formam esse tipo de cisto.
- Cisto Hemorrágico: Um terceiro tipo de cisto funcional, é o hemorrágico. Ele pode ocorrer quando um vaso sanguíneo bem pequeno na parede do cisto se rompe e o sangue entra no cisto. Pode estar presente dor abdominal em um lado do corpo. Ocasionalmente o cisto hemorrágico pode romper com sangue entrando na cavidade abdominal, o que causa muita dor. Geralmente não é preciso cirurgia, mesmo quando o cisto hemorrágico se rompe.
- Cisto Endometrióide: É formado quando um pequeno pedaço de tecido endometrial (a membrana mucosa que forma o revestimento interno da parede uterina) sangra, desprende-se e cresce dentro do ovário. Quando esse cisto rompe-se, o material transborda para a pélvis, superfície do útero, bexiga e intestino. O tratamento para cisto endometrióide pode ser médico ou cirúrgico.
- Cisto Patológico: Outros cistos são patológicos como os encontrados na síndrome dos ovários policísticos ou aqueles associados a tumores. A síndrome dos ovários policísticos está associada com infertilidade, sangramento anormal, aumento na incidência de perda do feto e complicações durante a gravidez. Síndrome dos ovários policisticos é muito comum, acredita-se ocorrer entre 4-7% das mulheres em idade reprodutiva.

Sintomas
Alguns dos sintomas a seguir podem estar presentes, embora possa não aparecer sintoma algum:

- Dor ou desconforto no abdômen inferior, pélvis, vagina, região lombar ou coxas. A dor pode ser constante ou intermitente.

- Abdômen cheio, pesado, inchado ou com pressão.

- Sensibilidade nos seios.

- Dor durante ou logo após a menstruação.
- Ciclos menstruais irregulares.
- Sangramento uterino anormal.
- Alteração na freqüência e facilidade da urinação.
- Ganho de peso.
- Náusea ou vômito.
- Fadiga.
- Infertilidade.
- Aumento no nível de crescimento de pelos.


Tratamento
O tratamento do cisto no ovário depende do seu tamanho e sintomas. Para cistos pequenos e sem sintomas a melhor ação é simplesmente o monitoramento. A dor causada pelos cistos no ovário pode ser tratada com:

- Analgésicos.

- Banho morno ou compressa quente no abdômen inferior perto dos ovários.

- Chá de camomila.
- Urinar assim que aparecer a vontade.
- Evitar a constipação (prisão de ventre).
- Eliminar cafeína e álcool da dieta e reduzir a ingestão de açúcar. Aumentar a ingestão de vitamina A e carotenóides (cenoura, tomate, verduras) e vitamina B (grãos integrais).
- Uso de pílula anticoncepcional.
- Limitar atividades extenuantes pode reduzir o risco de ruptura do cisto.

Os cistos que persistem por três ciclos menstruais, ou ocorrem depois da menopausa, podem indicar doença mais séria e devem ser investigados, especialmente se há casos de câncer do ovário em membros da família. Tais cistos podem requerer biópsia cirúrgica. Para casos mais sérios de cisto no ovário pode ser necessária cirurgia. Algumas cirurgias podem remover o cisto sem danificar os ovários, enquanto em alguns casos é necessária a remoção de um ou ambos os ovários.